quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Número de evangélicos aumenta e o de católicos, cai



Pesquisa realizada pela FGV mostra que panorama religioso passou por mudanças significativas


opopular
Maria José Silva

25 de agosto de 2011 (quinta-feira)


O panorama religioso em Goiás passou por mudanças significativas nas duas últimas décadas. Enquanto o número de seguidores da religião católica caiu, a quantidade de adeptos da religião evangélica teve um avanço considerável na capital e em diversas cidades goianas. A pesquisa Novo Mapa das Religiões, feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) com o objetivo de traçar o perfil religioso da população do País, dos Estados e das regiões, revela que entre os anos de 1991 e 2009 o quantitativo de católicos no Estado caiu de 79,63% para 65,42%. No mesmo período, o contingente de evangélicos pentecostais cresceu de 8,67% para 15,65% e o de evangélicos tradicionais pulou de 3,52% para 9,38% (veja quadro).





O estudo da FGV foi estruturado com o objetivo de realizar um completo levantamento estatístico atualizado sobre a presença das diferentes religiões nos recantos do País. Para tanto, os pesquisadores fundamentaram-se nos Censos Demográficos de 1991 e 2000 e nas Pesquisas de Orçamentos Familiares de 2003 e 2009, ambos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os organizadores do Novo Mapa das Religiões constataram que em nenhuma outra variável socioeconômica - como casamento, fertilidade, ocupação, renda, moradia e acesso a bens de consumo - foi constatada mudança vertiginosa quanto à composição religiosa da população.



O panorama das religiões em Goiás segue a mesma tendência da situação em todo o País. Conforme a pesquisa, houve uma queda de 15,19 pontos porcentuais no número de católicos no território brasileiro e o aumento de 7,07 pontos porcentuais na quantidade de evangélicos pentecostais no Brasil. O diretor do Departamento de Filosofia e Teologia (FIT) da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Valmor da Silva, destaca que este fenômeno está relacionado sobretudo a fatores históricos da religião no Brasil.



A Igreja Católica, acentua Valmor Silva, foi introduzida no País de forma hegemônica, durante a colonização. Nos séculos posteriores, não passou pelo processo de aculturação. Contrariamente, conforme o diretor do FIT, a Igreja Católica manteve o padrão europeu, caracterizado por hierarquia rígida e pelo seguimento de dogmas.



Já a Igreja Evangélica, assinala Valmor Silva, conseguiu aproximar-se mais da cultura brasileira, apresentando-se à população com uma hierarquia menos fechada. Nela, por exemplo, não há celibato nem a liderança exclusiva aos homens. Os cultos seguem a Bíblia e a palavra de Deus é interpretada mais livremente. "A Igreja Evangélica conseguiu acompanhar mais as mudanças culturais, com espaço maior para as mulheres", ressalta Valmor Silva, emendando que os pastores são mais populares.



Papel social



O avanço do número de seguidores da Igreja Evangélica também pode estar relacionado ao fato de os seus componentes desenvolverem um intenso trabalho social em favor dos adeptos, buscando claramente o crescimento de seguidores. O presidente da Ordem dos Teólogos e Teoterapeutas do Brasil, pastor João Batista Ayres Rosa, acentua que a Igreja Evangélica, de forma geral, tem um importante papel na recuperação de dependentes químicos e atua de forma efetiva com o aconselhamento psicoterapêutico. Além disso, conforme diz, os evangélicos desenvolvem ações de evangelização em presídios, e de conscientização nas casas dos fiéis.



terça-feira, 16 de novembro de 2010

Reconhecimento do curso de Teologia pelo MEC gera polêmica entre cristãos

Reconhecimento do curso de Teologia pelo MEC gera polêmica entre cristãos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Milton Alves   
altDesde que o Ministério da Educação (MEC), através do Conselho Federal de Educação, passou a reconhecer o caráter universitário do curso de teologia, em 1999, a possibilidade de ter a vocação premiada com um diploma carimbado pelo governo tem feito muitos estudantes suspirarem. O sentimento é mais que natural - afinal, grande parte dos alunos vislumbra, de posse do canudo, prosseguir estudos que venham a guindar sua carreira, dentro ou fora do ambiente eclesiástico. "Concluindo a graduação, tenho a intenção de fazer mestrado e doutorado, e o reconhecimento do MEC me facilitaria muito o processo", planeja José Mirabeau, membro da Igreja Presbiteriana de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Ele está no 4º ano do curso de bacharel em teologia do Seminário Presbiteriano Reverendo Ashbel Green Simonton. Aspirante ao ministério pastoral, Mirabeau espera que o curso lhe ofereça a formação acadêmica necessária ao exercício da atividade, já que, em sua denominação, a graduação teológica é uma exigência para isso.

Por outro lado, em igrejas onde tal formação não é caminho obrigatório para o púlpito, a visão ainda parece ser mais missional. "O conhecimento teológico é fundamental, mas não será por meio do reconhecimento junto ao MEC que teremos verdadeiros ministros do Evangelho", pondera a estudante Priscila de Carvalho Figueiredo, aluna do Instituto Bíblico da Assembleia de Deus na Ilha do Governador (Ibadig), também no Rio. "Ser pastor não é uma profissão, mas um chamado, uma vocação". No seu caso, o estudo da teologia não visa a obtenção de diploma de terceiro grau, já que é farmacêutica. Mas sua fala toca num tema delicado, epicentro da preocupação de muitos envolvidos na questão: a motivação financeira. No entender de Priscila, é um erro classificar o pastorado como uma maneira de adquirir riquezas.

"O X da questão"
Se, para boa parte dos estudantes, o reconhecimento do curso como de nível superior abre portas até então impensáveis para graduados em teologia - como a continuidade dos estudos nos níveis de mestrado e doutorado e a possibilidade de acesso a cargos públicos restritos a portadores de diplomas de terceiro grau -, o corpo docente vê a questão sob outra ótica. Para professores como Lourenço Stélio Rega, diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, a oficialização da disciplina interfere até no perfil dos alunos. Segundo ele, antes dificilmente alguém procurava cursos teológicos com outro objetivo que não fosse atender a uma vocação: "Atribuo isso talvez à oficialização do curso, pois antes era comum aconselhar um jovem a fazer primeiro uma faculdade oficializada. Hoje, não há mais necessidade". Rega diz que agora, mesmo entre os que se dizem vocacionados, a média de idade tem se alterado. "Temos mais alunos jovens", aponta.

Fato é que quem se matricula hoje em um curso de teologia tem procurado qualidade e perspectivas. "O aluno quer tudo recheado com um diploma superior, reconhecido pelo MEC", salienta o pastor presbiteriano Jorge Henrique Barro, diretor da Faculdade Teológica Sul Americana de Londrina (PR). "Ele já vislumbra uma especialização, e alguns voam alto, pensando em mestrado e doutorado. Já aprenderam que estudar em uma escola não reconhecida é a morte prematura de um sonho, pois não sendo portadores de um diploma superior, seu curso será livre e ele não irá adiante no processo contínuo de sua formação. Esse é um problema que as escolas não reconhecidas terão de resolver", diagnostica.

"Precisamos da ingerência direta do MEC para alcançar a excelência?", questiona, por sua vez, o pastor Neander Kraul, diretor do Seminário Teológico Betel, no Rio de Janeiro. Para ele, a oficialização da teologia ameaça o caráter essencialmente ministerial do pastorado. "Ao nivelarmos pura e simplesmente essa área de formação com as demais, passamos a admitir a teologia como campo profissional", avalia o educador (ver debate em quadro). "O MEC não é empecilho para nenhuma instituição, a não ser para aquelas que levam a educação teológica com a barriga", discorda Robinson Jacintho de Souza, gestor e coordenador acadêmico do seminário teológico Servo de Cristo. "Muitas instituições continuam como seminários e, mesmo oferecendo cursos livres, possuem e atendem ao rigor pedagógico-educacional".

Mesmo assim, Jacintho defende que levar o ensino da teologia a sério, em termos profissionais, não significa perder de vista o que chama de razão da existência dos seminários teológicos: "Responder ao comissionamento de Cristo por meio da educação. Fruto disso, de uns poucos seminários e das faculdades teológicas reconhecidas, são os ministérios frutíferos de seus ex-alunos, que mostram que o ‘x' da questão não está no MEC, mas em nós mesmos, como gestores desse processo", conclui.

Sim e não
Entre os entusiastas da oficialização, o professor Jorge Henrique Barro, avaliador para cursos de teologia do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), destaca-se por defender que quem ganha com o processo são os seminários, seus alunos e as igrejas. Já uma das vozes críticas mais representativas é a do pastor e professor Neander Kraul, diretor do prestigiado Seminário Teológico Betel, no Rio. Neste debate, cada um deles expõe seus argumentos:

Qual sua opinião sobre o reconhecimento do curso de Teologia como de nível superior?
JORGE HENRIQUE BARRO - Esse processo traz muitos benefícios. A oficialização melhora as condições técnicas do curso, como o projeto pedagógico, o plano de desenvolvimento institucional, o nível do corpo docente, a biblioteca, o corpo técnico-administrativo e o próprio corpo discente. Uma escola que passa por esse teste certamente cresce e se desenvolve com mais consciência educacional. Passa a ser uma escola dirigida por gente mais preparada para inseri-la no contexto federativo de ensino.
NEANDER KRAUL - As evidências dão conta de que a Igreja praticamente nada ganhou com o reconhecimento, se o objetivo último dos seminários ao ofertar cursos de teologia for o de servir a Igreja. O curso de Teologia era tido como campo especificamente confessional, gozando de status diferenciado em relação às demais formações de nível superior. Ao nivelarmos pura e simplesmente essa área de formação com as demais, passamos a admitir a teologia como campo profissional e derrubamos nosso antigo discurso de que pastores não são profissionais. Além disso, todo conselho normatizador e fiscalizador de profissão representa os braços do Estado e da própria sociedade civil no controle de determinada ocupação.

Existe o risco de ingerência do MEC, ou seja, do Estado, sobre assuntos religiosos?
BARRO - As pessoas ligadas à educação teológica precisam ser mais coerentes. O que se percebe é que os comentários sobre uma suposta ingerência do MEC revelam, por um lado, muita ignorância no assunto, por parte de gente que nunca leu os pareceres e portarias relativas ao ensino da teologia. E, em segundo lugar, trata-se de uma justificativa barata para não entrar nesse processo junto ao MEC. O Parecer 241/1999 garante o estabelecimento de composição curricular livre, levando em consideração suas tradições religiosas. Então, quem disse que uma escola reconhecida pelo MEC não pode ter uma ênfase ministerial? Nenhuma escola precisa ter medo da ingerência sobre seus currículos ou sua vocação.
KRAUL - Cresce, visivelmente, a ingerência do Estado no âmbito religioso. É óbvio que progressivamente o controle sobre a Igreja se adensará. Numa perspectiva espiritual, é fácil observar que todos os prognósticos de que a fé e a religião se esvaziariam na virada do século foram derrubados. Convivemos hoje num mundo sensorial com alta tecnologia, muita espiritualidade e muito misticismo. Neste contexto, parece que a ação diabólica é legitimar a religião na sociedade como um conjunto de valores que simplesmente ajuda o homem a viver.

Qual o principal efeito desse processo de oficialização?
BARRO - Uma formação com mais qualidade. Ao reconhecer a área de teologia, o MEC a coloca no sistema nacional e federativo - a teologia sai da clandestinidade e passa a ser um curso com referência nacional.
KRAUL - A questão fundamental que levanto é de cunho ideológico, considerando nossa realidade histórica. Muitos argumentavam que a educação teológica brasileira precisava aprimorar-se. Concordo. O fulcro da questão, entretanto, é se precisamos da ingerência direta do MEC para alcançar esse objetivo.

Conheça algumas das escolas que já obtiveram o reconhecimento do MEC para seus cursos de teologia:

•Escola Superior de Teologia - ESTFaculdade Batista de Minas Gerais - FBMG
  • Faculdade Batista do Rio de Janeiro - Fabat
  • Faculdade Batista Brasileira - FBB
  • Centro Universitário Metodista Bennett
  • Faculdade de Ciências, Educação e Teologia do Norte do Brasil - Faceten
  • Faculdade de Teologia de Boa Vista - Fatebov
  • Faculdade de Teologia de São Paulo da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil
  • Faculdade de Teologia e Ciências Humanas - Fatech
  • Faculdade de Teologia Evangélica em Curitiba - Fatev
  • Faculdade Evangélica de São Paulo
  • Faculdade Evangélica de Tecnologia, Ciências e Biotecnologia da CGADB - Faecad
  • Faculdade Evangélica de Teologia de Belo Horizonte - Fate BH
  • Faculdade Evangélica do Piauí - Faepi
  • Faculdade João Calvino - FJC
  • Faculdade Luterana de Teologia - FLT
  • Faculdade Metodista de Teologia e Ciências Humanas da Amazônia - Fateo
  • Faculdade Nazarena do Brasil - FNB
  • Faculdade Teológica Batista de São Paulo - FTBSP
  • Faculdade Teológica Batista do Paraná - FTBP
  • Faculdade Unida de Vitória
  • Faculdade Teológica Sul Americana - FTSA
  • Universidade Luterana do Brasil - Ulbra
  • Universidade Metodista de São Paulo - Umesp
  • Universidade Presbiteriana Mackenzie
  • Centro Universitário Adventista de São Paulo - Unasp
  • Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia - Salt

Fonte: Cristianismo Hoje / Gospel+

domingo, 14 de novembro de 2010

Curriculo do Presidente

TEOLOGO: JOAO BATISTA AYRES ROSA

Presidente da Ordem do Teologos e Teoterapeutas do Brasil

Pastor Pesidente Da Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Missão – Pa

E fundador Presidente Campo Príncipe da Paz

no

dia 22/05/ 1999 Filiada a COMADEPLAN e C.G.A.D. B.


Biografia Resumida

Nasceu em 11/12/1964 em São Luiz Montes belos – Goiás

Estado civil: Casado Brasileiro Residente em Goiânia – Go

Fone: (62) 32076995 /99620995


FORMAÇÃO ACADÊMICA


· Bacharel livre em teologia (Fatai – faculdade de teologia Antioquia internacional).

· Bacharel seminaristico em teologia (Faetedf - faculdade de educação teológica do distrito federal) 04/0705 a 31/07/08

· Bacharel em teologia (fak - faculdade kurios - Ceara)

· Reconhecimento pelo Mec 01/08/2008 a 01/08/2009

· Mestrado em teologia (seminaristico) Com especialização em teologia Pastoral, FAIFITEB - faculdade Integrada de Filosofia e teologia Brasileira.

· (Profissional liberal de nível superior teólogo). reconhecido pela Ordem dos teologos e teoterapeutas do Brasil

CURSOS EXTRAS CURRICULARES


· Curso de formação de soldado (policia militar do estado de Goiás). 01/08/1985

· Curso básico em teologia (seminário teológico Paulo leivas macalão).

· Curso básico em teologia (Ibadep - instituto bíblico das assembléias de Deus do Paraná).

· Curso de formação de cabo (policia militar do estado de Goiás) 01/09/2006

· Curso de prevenção de acidentes cipa – duração – 20 horas (escola do governo de Goiás). 22 a 26/10/2007

· Curso de prevenção de acidentes cipa – duração – 20 horas (PMGO)24 a 28/11/2008

· V congresso nacional de ensino religioso - docência em formação e ensino religioso – contextos e praticas - Duração 20 horas (PUC – GOIAS). (11/2009)

EXPERIENCIA

· Policial militar (Estado de Goiás). Desde 1985

· Membro da Convenção geral das assembléias de Deus no Brasil (CGADB) e Convenção de Ministros das assembléias de Deus do planalto Central Brasília – DF

· Coordenador do setor VIII Goiânia – Go e Relator do conselho de educação e cultura religiosa-Convenção de Ministros das assembléias de Deus do planalto Central Brasília – DF mandato 04/04/2009 a 04/04/2011


· Diretor e professor de curso básico em teologia – Instituto bíblico das assembléias de Deus do Paraná

(Ibadep núcleo 188 em Goiânia Goiás) 01/01/2005 a 11/2009

· Diretor-presidente (Instituto da paz)mandato01/01/2008 a 01/01/2013

· Presidente (Ordem dos teologos e teoterapeutas do Brasil) Mandato 01/02/2009 a 01/02/2013

Representante dos teólogos e Teoterapeutas do Brasil

· Diretor presidente da faculdade de filosofia e teologia brasileira (Faifiteb) Mandato 01/06/2009 a 01/06/2013



HOMENAGENS


· Medalha do sesquicentenário (150 anos da policia militar do estado de Goiás). 28/06/2008

· Medalha de bronze (10 anos na corporação da policia militar do estado de Goiás)

· Medalha de prata (20 anos na corporação da policia militar do estado de Goiás)

Dez mandamentos para o teólogo evangélico

Teólogo no Brasil está sendo mais valorizado com a crescente onda do evangelho que varre nossa nação.

Sugiro dez mandamentos para o teólogo evangélico:

1. Comprometa-se com a essência do Evangelho de Cristo;
2. Vista de simplicidade e transparência;
3. Não serás aplaudido. a honra e a glória é de Cristo;
4. Ensinar a palavra aonde o espírito mandar e não por dinheiro ou honrarias;
5. Tuas quatro ferramentas serão: Oração, jejum, palavra e o vigiar constante:
6. Em tuas explanações jamais trocarás Paulo por Heródoto, Davi por James Joice, Daniel por Lula, mesmo que o faça, coloque em segundo plano nunca em primeiro;
7. A hermenêutica será teu braço direito o esquerdo a exegese da Palavra;
8. Quando entrares em uma igreja te portarás como um sacerdote, nunca como um palhaça (circo) e um ator (Teatro);
9. Sobre teu chamado terás a seguinte máxima de Billy Graham: “senhores Deus não me rebaixaria a tanto, sendo presidente dos EUA”? (depois de ser aconselhado por um colegiado a se candidatar a presidente);
10. E nunca esqueça que além de ti ainda tem sete mil que reservei para mim

quarta-feira, 21 de julho de 2010

EDITAL DE CONVOCAÇÂO

CONSELHO DOS TEOLOGOS DO ESTADO DE GOIAS
CNPJ: 24.850.620/0001-88
Sede: Provisória Rua Joda Jose dos Santos Qd 09 Lt 06
Residencial Vale dos Sonhos Goiânia – Go,

EDITAL DE CONVOCAÇÂO

O Conselho dos Teólogos do Estado de Goiás, Através de seu Presidente Representante Legal, Pastor João Batista Ayres Rosa, Convoca todos os associados interessados na consolidação do estatuto e eleição e posse da nova Diretoria Executiva e Conselho Fiscal. Deverá comparecer a Reunião de Assembléia Geral extraordinária a ser realizada no dia 1º de Agosto de 2010 as 19h00min horas na Rua Joda Jose dos Santos Qd 09 Lt 06 Residencial Vale dos Sonhos Goiânia – Go, CEP: 74.684-345, no município de Goiânia Estado de Goiás. Em conformidade com o Artigo 28: $ 1º A reforma de este estatuto dar –se –a por decisão da assembléia geral extraordinária, especialmente convocada para esse fim.

Goiânia 16 de Julho de 2010


PR João Batista Ayres Rosa
Presidente
Teólogo




Sede: Provisória Rua Joda Jose dos Santos Qd 09 Lt 06 Residencial Vale dos Sonhos Goiânia – Go,

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Onde estudar Teologia?

Onde estudar Teologia?

Entrevista com Marcos Orison Nunes de Almeida
O desejo de servir a Deus de maneira eficaz é um dos motivos mais relevantes que leva os líderes vocacionados para o pastorado às faculdades de teologia. É importante, no entanto, saber qual instituição atenderá as necessidades reais destes líderes, e mais ainda, conhecer as possíveis implicações da escolha por uma instituição que divulga algo e oferece outra bem diferente.
Com o objetivo de conceder informações sobre as diferenças, vantagens e desvantagens de cursar uma faculdade de teologia reconhecida pelo MEC é que entrevistamos um avaliador do Ministério da Educação.
Marcos Orison Nunes de Almeida é graduado em Engenharia Mecânica pela PUC-RJ e em Teologia pela Faculdade Teológica Sul Americana (FTSA), mestre em Missiologia pela FTSA e doutor em Estudos Interculturais pelo Fuller Theological Seminary (California - EUA). Atualmente é diretor executivo da Associação Cristã Evangélica Sul Americana (ACESA) – mantenedora da FTSA, onde é professor. Também é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Que vantagens e desvantagens a regulamentação dos cursos de teologia pelo MEC trouxe para a igreja brasileira?

Orison:
As vantagens se referem à concepção mais ampla do que significa educação. As exigências para o reconhecimento de um curso requerem da instituição, em seus mais variados níveis, desde a mantenedora ao corpo docente e técnico-administrativo, o entendimento sobre a tarefa educadora. Isto envolve a elaboração de um complexo projeto que visa o desenvolvimento da instituição atrelado a um projeto pedagógico, nas diversas esferas que eles incluem. Ao inserirem-se neste processo, as instituições, invariavelmente, melhoram em qualidade estrutural e pedagógica.
O risco que isto envolve, chamando-o de desvantagem, é a possibilidade da perda do senso de missão ministerial que a escola porventura tenha com relação a sua função de serva da igreja. Em última instância a escola teológica prepara os futuros líderes da igreja, ainda que este não seja o objetivo principal da função social da educação visado pelo MEC. Ao mesmo tempo em que a escola reconhecida tem que perceber a sua função social educadora para o bem comum da sociedade, ela deve manter o seu horizonte ministerial claro, como parte integrante da igreja de Cristo. Essas fronteiras, algumas vezes, são nebulosas.
O fato da necessidade de uma graduação em teologia não ser uma constante no meio evangélico seria um dos fatores que tem gerado crise de sustentabilidade das faculdades teológicas, como foi o caso que noticiamos do Instituto Metodista Bennett ?

Orison:
A crise de sustentabilidade é geral, não é privilégio do Brasil. Há vários cursos deficitários, entre os quais se inclui o de Teologia. Mesmo no exterior, há a necessidade da captação de recursos, por meio de doações, para a manutenção desses cursos. A teologia vista como uma profissão não é atrativa, principalmente, para a classe média. São poucos os casos de ingressantes nos cursos de teologia oriundos da classe média que poderiam arcar com os custos de um curso superior.
É claro que o crescimento do tipo de formação que visa o preparo de uma liderança com habilidades específicas, quase que pragmático, para diversos ministérios, realizados na própria igreja local, esvazia os cursos regulares, mas considero uma série de outros fatores para a presente crise: 1) A pulverização da oferta de cursos de nível superior, com mensalidades baixas, feitas por instituições que visam o lucro em primeiro lugar e não a educação em seu sentido maior. 2) O recrudescimento das denominações históricas em relação ao contexto da igreja evangélica atual. Essas denominações possuem escolas antigas que, talvez, não ofereçam um curso que atenda a expectativa das diferentes matizes de igrejas. 3) O aumento do custo operacional das escolas que ingressam no processo de reconhecimento junto ao MEC requerendo delas uma gestão mais profissional e eficaz para a qual muitas vezes não estão preparadas.

Muitas denominações têm trabalhado com a idéia de uma faculdade própria, solução já bem conhecida no mundo dos negócios, onde é chamada de "universidade corporativa". Esta seria uma solução para atender as necessidades específicas de cada denominação?
Orison: No caso da teologia, ainda que esta área possa se tornar um palco de disputas dogmáticas, algumas vezes de intransigência e falta de diálogo, essa não é a perspectiva para a qual a mesma está incluída como área do saber superior pelo MEC. A opção denominacional na oferta da teologia, deve estar muito aquém do fechamento ideológico e dogmático. A teologia, como carreira superior, não se presta a esse tipo de posicionamento. Ela deve incluir em seu projeto pedagógico uma função social clara, além do diálogo interdisciplinar. Mesmo que haja a priorização da formação sacerdotal, o teólogo, por assim dizer, não deve ser restrito a esse papel somente. Dessa forma, quando uma denominação opta por uma formação restrita, que sirva prioritariamente a seus propósitos caseiros, ela perde de vista aquele ideal de contribuinte da sociedade.
Nenhuma formação pastoral é obrigada a se submeter ao reconhecimento do MEC. Cada instituição deve ter muito clara, em sua missão e visão, a sua razão de existir. Concordando ou não com o que já posto em marcha pelo MEC, a formação do teólogo não está diretamente relacionada à ordenação pastoral ou à função sacerdotal. Aliás, elas deveriam caminhar de forma paralela. A primeira enquadra-se dentro dos parâmetros nacionais de educação para cumprir o seu papel social amplo e a segunda faz parte de um processo próprio de cada denominação com suas exigências. Além disso, o denominacionalismo radical bem como o isolacionismo, caminham contra a tendência mundial que requer cada vez mais a abertura ao diálogo.
Sem dúvida, instituições multidenominacionais, como a FTSA, podem sofrer a perda de novos ingressantes que, por pressão da denominação a que pertencem, se vêem forçados a realizar Teologia naquela instituição específica para poderem seguir o processo de ordenação. No entanto, dependendo da proposta pedagógica, metodológica, de conteúdo, da qualidade do corpo docente e estrutural, estas mesmas escolas multidenominacionais podem chegar a um posicionamento no mercado educacional suficiente para manterem-se como uma excelente opção de formação.
Sabemos que algumas faculdades de teologia tem funcionado irregularmente, fazendo propaganda do curso sem a perspectiva de reconhecimento pelo MEC. Alguns alunos, por sua vez, começam o curso com a esperança de um reconhecimento que, de fato, não ocorrerá. Que cuidados devem ser tomados neste sentido?
Orison: O caminho mais simples é verificar diretamente em um dos sites disponibilizados pelo MEC se a instituição está regularizada perante o governo (http://www.educacaosuperior.inep.gov.br/). É muito importante entender o processo regulatório que consiste basicamente de três status: credenciamento da mantenedora, autorização do curso e reconhecimento do curso. Há muita nomenclatura sendo usada na propaganda de cursos por aí, mas apenas estas três são oficiais. Uma instituição para oferecer um curso superior deve, em primeiro lugar, credenciar a sua mantenedora. Atualmente, o credenciamento, embora seja um processo à parte, acontece simultaneamente à autorização do primeiro curso (essa regra é válida para as faculdades isoladas, situação da maioria dos seminários teológicos, e não para os centros universitários e universidade). O MEC, por intermédio do INEP, envia avaliadores para verificar in loco as informações prestadas pela instituição que municia a Secretaria de Ensino Superior (SESU) de um relatório em que será baseada a sua decisão final com vistas ao duplo processo. Quando o curso é autorizado, a instituição poderá requerer o reconhecimento deste curso após a metade do tempo previsto para a sua conclusão. Um novo processo é aberto e uma nova visita marcada para, mais uma vez, serem verificadas as condições do curso. Sendo reconhecido, o curso deverá passar posteriormente por solicitações periódicas de renovação do reconhecimento, porém, sem alteração do status. Qualquer aluno ingressante em um curso não-autorizado ou apenas autorizado não possui qualquer garantia de obter um diploma reconhecido. Obviamente, um curso já autorizado tem grandes chances de ser reconhecido, mas não existe garantia por parte do MEC ou da própria instituição quanto a isso.
Como funciona a validação de créditos para pessoas que se graduaram em teologia nos seminários, não reconhecidos pelo MEC? Que cuidados devem ser tomados ao se escolher um programa de atualização desta natureza?
Orison: Atualmente este processo segue o Parecer CNE/CES 0063/2004 (qualquer pessoa pode facilmente consultá-lo na internet). Os requisitos para que aqueles que concluíram um curso livre em Teologia possam solicitar a integralização de seus créditos e validar o seu diploma são: a) comprovação do certificado do ensino médio ou equivalente; b) ingresso no curso através do processo seletivo do curso de Teologia ou da Instituição como um todo; c) que esses cursos tivessem a duração de, pelo menos, 1.600 horas (no mínimo em dois anos); d) que os interessados comprovassem a conclusão dos cursos; e) apresentação do conteúdo programático das disciplinas em que pretendem o aproveitamento. A outra exigência é de cursar, no mínimo, 20% da carga horária exigida para a obtenção do diploma de Curso Superior Teologia, bacharelado.
A verificação do status da instituição em que se busca a validação é um cuidado que se deve ter, pois apenas as instituições reconhecidas podem realizar essa tarefa.
Quais seriam as desvantagens ou problemas em se cursar uma graduação em teologia que não tem reconhecimento pelo Ministério da Educação?
Orison: A primeira grande desvantagem é a não obtenção de um grau superior. Há um outro problema ou risco não divulgado, mas que eventualmente deve se concretizar: a limitação da validação dos cursos livres. Entendo que o Parecer 0063 deva ter uma validade limitada, ainda que não especificada em seu texto, ou seja, depois de uma determinada data não será permitida a validação de diplomas livres. Caso isso não ocorra, ficam sem sentido a regularização da Teologia como curso superior e as exigências de reconhecimento. Quer dizer, se a validação de cursos livres for ilimitada não há razão de existir a diferença entre curso reconhecido e livre, uma vez que um acaba, indiretamente, reconhecendo o outro, com a diferença de apenas 20% do currículo.
Sem entrar no mérito da questão da qualidade dos cursos de Teologia que existem há muitos anos no Brasil, o ingresso em uma instituição reconhecida garante um mínimo de excelência da instituição e do projeto pedagógico do curso. O processo pelo qual uma instituição é submetida para chegar ao reconhecimento exige dela uma adequação aos critérios de avaliação pelo MEC, envolvendo um alto grau de gestão administrativa e acadêmico-pedagógica, diferenciando-a das instituições não reconhecidas. Além disso, o aluno estará; de certa forma, protegido de situações que poderiam prejudicar a sua formação, uma vez que, tendo o aval do MEC, o curso deverá cumprir uma série de exigências à semelhança de qualquer outro curso superior.
Como avaliador do MEC e pastor, que orientações você daria a líderes e pastores que desejam fazer ou encaminhar alunos para os cursos de teologia, mas estão confusos na escolha da instituição e desconhecem alguns comportamentos éticos duvidosos que estão por trás de algumas faculdades?

Orison:
Antes de tudo devemos prezar pela elevada ética cristã. Há vários casos de conhecimento público de instituições que possuem fachada de cristãs mas vêm cometendo verdadeiros absurdos na oferta de seus cursos. A primeira ação é se informar bem antes de escolher uma instituição: visitando as páginas do governo para saber sua situação legal e as páginas da própria instituição. Observe como os cursos são divulgados, os termos utilizados. Desconfie de parcerias que garantem a validade dos diplomas, esse é um caminho estranho. O reconhecimento é dado a uma instituição específica para funcionar em um local (endereço) específico. Instituições não têm o poder de chancelar outras, este é um papel do MEC. Verifique o corpo docente, um dos indicadores avaliados pelo MEC. Os professores que prezam pela carreira acadêmica podem ser conhecidos por meio de seu Currículo Lattes (http://lattes.cnpq.br/). Informe-se com pessoas do seu universo de contato sobre a instituição, seus dirigentes, professores e ex-alunos. Indicação de pastores, líderes, amigos e ex-alunos é sempre um bom início.
Fonte: Publicado em 10.11.2009 pelo Instituto Jetro